A história que conto é como tantas outras que já foram contadas. É a história que se repete todos os dias, como tantas outras. Cada uma com seu drama particular.
Temos uma garota normal, um pouco mais calada que as outras garotas que a cercavam. Não mentirei dizendo que ela era linda, nem serei injusta chamando-a de feia. Limito-me a dizer que ela tinha preguiça de ser comum, preferia fugir de tudo que a tornasse igual a todas as outras garotas, mas era exatamente isso que a tornava enfadonhamente comum.
É claro, temos também um garoto, ou a trama não estaria completa. As boas histórias de amor são feitas para dois, mas não necessariamente vivida por ambos na mesma intensidade, que é o que veremos aqui.
Ele era perfeito aos olhos dela, com aquele sorriso cintilante, o olhar doce e misterioso que passava por ela, mas não a via. Um lindo par de olhos, que nunca se lembrou de olhar nos indecisos olhos dela. Ela não ligava para isso, ela nunca tinha se dado conta disso. A sua ignorância era a sua salvação.Porém num dia que corria igual a todos os outros, ela acidentalmente consultou aqueles olhos pretos - talvez não tivesse dito ainda, mas eram olhos pretos. Profundos, intensos e um tanto quanto sombrios.- percebeu que eles não davam a menor atenção a seus olhos azuis. Isso a fez lamentar, pois imaginou como seria lindo o contraste que o encontro desses dois pares de olhos provocariam.
Depois disso, a obsessão dela passou a ser encantar o confiante rapaz de olhos pretos, desejava que o cintilar daquele sorriso fosse todo para ela, que a intensidade dos pensamentos afogados naquela escuridão desconcertante dos olhos pretos do garoto, fossem a faceirice e a beleza que a garota pensava ter.
Não se pode obrigar dois pares de olhos a se encontrarem, não se pode obrigá-los a brilharem juntos. Não por força, como ela queria, não por querer satisfazer o egoismo de um olhar presunçoso. Os olhos pretos, encontraram outros, verdes como uma folha fresca reluzindo ao sol. Prendeu-se neles.
Nos olhos azuis, além da inquietude e frustração de quem procura o que jamais encontrará, restaram torrentes infindáveis de lágrimas salgadas como as águas do mar, esse mesmo, o mar que é tão azul quanto seus olhos e tão profundo quanto os olhos dele. Ironicamente, as lágrimas que lamentavam o desencontro, encerravam em si a total compatibilidade das características desse dois pares de olhos que talvez por teimosia, jamais iriam se encontrar.
Temos uma garota normal, um pouco mais calada que as outras garotas que a cercavam. Não mentirei dizendo que ela era linda, nem serei injusta chamando-a de feia. Limito-me a dizer que ela tinha preguiça de ser comum, preferia fugir de tudo que a tornasse igual a todas as outras garotas, mas era exatamente isso que a tornava enfadonhamente comum.
É claro, temos também um garoto, ou a trama não estaria completa. As boas histórias de amor são feitas para dois, mas não necessariamente vivida por ambos na mesma intensidade, que é o que veremos aqui.
Ele era perfeito aos olhos dela, com aquele sorriso cintilante, o olhar doce e misterioso que passava por ela, mas não a via. Um lindo par de olhos, que nunca se lembrou de olhar nos indecisos olhos dela. Ela não ligava para isso, ela nunca tinha se dado conta disso. A sua ignorância era a sua salvação.Porém num dia que corria igual a todos os outros, ela acidentalmente consultou aqueles olhos pretos - talvez não tivesse dito ainda, mas eram olhos pretos. Profundos, intensos e um tanto quanto sombrios.- percebeu que eles não davam a menor atenção a seus olhos azuis. Isso a fez lamentar, pois imaginou como seria lindo o contraste que o encontro desses dois pares de olhos provocariam.
Depois disso, a obsessão dela passou a ser encantar o confiante rapaz de olhos pretos, desejava que o cintilar daquele sorriso fosse todo para ela, que a intensidade dos pensamentos afogados naquela escuridão desconcertante dos olhos pretos do garoto, fossem a faceirice e a beleza que a garota pensava ter.
Não se pode obrigar dois pares de olhos a se encontrarem, não se pode obrigá-los a brilharem juntos. Não por força, como ela queria, não por querer satisfazer o egoismo de um olhar presunçoso. Os olhos pretos, encontraram outros, verdes como uma folha fresca reluzindo ao sol. Prendeu-se neles.
Nos olhos azuis, além da inquietude e frustração de quem procura o que jamais encontrará, restaram torrentes infindáveis de lágrimas salgadas como as águas do mar, esse mesmo, o mar que é tão azul quanto seus olhos e tão profundo quanto os olhos dele. Ironicamente, as lágrimas que lamentavam o desencontro, encerravam em si a total compatibilidade das características desse dois pares de olhos que talvez por teimosia, jamais iriam se encontrar.

Nossa amiga! Amei!!! :)
ResponderExcluirObrigada, Pri!!!! :)
ExcluirEita....muito bom mesmo!
ResponderExcluirCoisa de profissional.
Até parece... kkkkkkkkkkkkkkkkk
ExcluirMas ainda assim, obrigada!!!! ;)