sexta-feira, 7 de junho de 2013

Roda Gigante

Antes, aquela garota tinha medo de dizer adeus, odiava pensar em partidas e separações. Temia que aqueles laços tão docemente tecidos, fossem destruídos como a frágil flor que sucumbe após impetuosas tempestades.
seu coração tinha a fragilidade do cristal, absolutamente quebrável . Sonhadora, de temperamento romântico, dócil. O tipo de garota que facilmente seria chamada de boba. Seu coração receptivo fora repetidamente enganado, iludido e abandonado.
Sonhava em um dia encontrar aquele que tomaria posse de seu coração, com quem teria laços inquebráveis, sonhava com um amor ideal e eterno.
Após repetidos desenganos, começou a sentir mais dura, talvez até mais fria. Não reconhecia aqueles olhos determinados quando os encarava diante do espelho. Se entristecia, ficava confusa, mas que tolice! Acaso a lagarta quando está em plena metamorfose, meio lagarta, meio borboleta tem a capacidade de reconhecer-se quando olha pra si mesma?
Somos muitos seres em um único corpo, mudamos a cada respirar, tememos o desconhecido como por um instinto de autodefesa.
A vida sempre será assim: surpresas, desenganos, alegrias, tristezas, luto e celebração. Somos em todo o tempo lançados ao abismo e ao céu nessa impetuosa roda gigante a que estamos presos por toda a vida!

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