domingo, 8 de abril de 2012

Certamente eu sobreviverei!

E quando me dei conta, as lágrimas escorriam mudas de meus olhos, dizer adeus dói, mas o abandono silencioso fere mais profundamente.
Vi apenas a sua imagem se afastando até que seu vulto se tornasse apenas mero fruto de minha imaginação! 
Sua  imagem me atormentava quando fechava olhos, pois ela estava tatuada dentro das minhas pálpebras. 
Teu cheiro me impregnara as narinas e podia senti-lo ainda que estivéssemos afastados por quilômetros de distância, de algum modo, sua presença me perseguia insistentemente.
Assim por muito tempo tentava inutilmente fugir da sua imagem, do seu cheiro e da sua presença até que finalmente percebi o óbvio: você de algum modo ainda estava vivo no meu coração! Resistente como uma erva daninha, renascia todas as vezes em que lhe cortava de modo superficial, pois meu coração bobo não tinha força para arrancar-lhe definitivamente de dentro de mim. 
Consumida pelas lágrimas, desconcertada pelo sofrimento, reuni forças, arranquei-lhe a raiz e agora trato das  feridas que me sobraram, faço isso sorrindo, isso mesmo, sorrindo, com a certeza de que sobrevirei ao golpe e serei capaz de cultivar melhores sementes em mim!

Um comentário:

  1. todos sobreviveremos, a vida é fantástica até mesmo nas dores provocadas, o riso sempre chega, a tragédia sempre vira comédia, e tudo não passa de boas palavras para uma história futura, contada sem dor, só com a lembrança do que foi, do que for... e não importa, mas a partida deixa marcas, só mesmo o tempo para diminui-las, a dor que é logo aqui, fica tão longe, tão longe ... longe, longe e tudo acaba ...

    sopros de luz e de dor que já foi embora....
    bjs!!

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